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A GUERRA DOS HAMBURGUERS

Hamburguers do Japão: a brincadeira acabou!

Hamburguers do Japão: a brincadeira acabou!

Apesar da crise em todos os setores aqui no Japão, o McDonald’s tem motivos de sobra para não se abalar.

Com o lançamento do premium roast coffee e também de finalmente introduzir o quarter-pound (quarteirão) por aqui, eles conseguiram aumentar o lucro da empresa pelo quinto ano consecutivo. eu não tomo café, mas o quarter-pound é qualquer coisa… muito bom!!!

A campanha publicitária do quarter-pound foi um tanto agressiva, mas muito bem sucedida. Num dos posteres, a frase “Hamburguers do Japão: a brincadeira acabou!” provoca as outras redes de fast-food.

Mas o MosBurger, uma rede de fast-food originalmente japonesa deu o troco na direção em que os japoneses são mais sensíveis, o orgulho do produto nacional. A marca “made in Japan” tem sido motivo de orgulho dos nativos, principalmente depois de escândalos envolvendo produtos alimentícios chineses e a carne de vaca-louca americana. Se bem que no ano passado, houve muitos casos de alimentos alterados, que foram até motivo para a escolha de um kanji (ideograma) um tanto estranho para 2008.

Hamburguer "Made in Japan"

Hamburguer 100% "Made in Japan"

Bom, em época de vacas magras, os jovens  japoneses não estão nem aí para o que estão comendo e querem saber da opção mais barata. E nessa o McDonald’s leva vantagem, já que um lanche no Mos Burger custa pelo menos 10% a mais. E a vantagem de sabor que o Mos levava já não é exatamente a mesma depois do quarter-pound do Mc. Agora é Preço versus Patriotismo.

EDUCAR É PRECISO

Eu e minhas irmãs, há quase três décadas atrás: meu sonho era ser pintor ou quadrinista

Eu e minhas irmãs, há quase três décadas atrás: meu sonho era ser quadrinista

Depois de correr feito louco atrás do tema da tese (ainda não definido completamente), arranjei um tempinho para postar.

Hoje, conversei com Angelo Ishi, professor da Universidade Musashi, em Tokyo, e um dos maiores entendidos sobre o movimento dekassegui e a comunidade brasileira no Japão. Na verdade, nos conhecemos há muito tempo atrás, quando cheguei em Tokyo. Ele era o diretor de redação do finado Jornal Tudo Bem e da revista Made in Japan. Esse papo, aliás, me fez repensar a minha pesquisa, os objetivos e as ações a serem tomadas. E me ajudaram a relembrar alguns compromissos que eu tinha comigo mesmo, desde que pisei por aqui.

Conversa vai, conversa vem, chegamos à crise mundial e como ela atingiu em cheio os dekasseguis e, por tabela, o ensino nas escolas brasileiras por aqui. Muitos pais não têm como pagar as mensalidades e muitas vezes, deixam as crianças em casa. Com os cortes de funcionários, boa parte dos brasileiros e suas famílias tiveram retornaram para o Brasil, ou seja, menos alunos, menos orçamento, sem contar o estresse psicológico.

Por coincidência, estava lendo a Veja desta semana e dei de cara com uma longa matéria sobre educação no Brasil. Ainda não terminei de ler, mas vi que por aí a educação não anda muito bem. Só que no Brasil, uma das principais causas da baixa qualidade de ensino é o desvio de dinheiro destinado à educação (!).

Um dos fatores que mais me impulsionaram para fazer esta pesquisa com crianças expatriadas, foi saber que o sonho de muitos dos filhos de dekasseguis era ser tradutor da empreiteira, trabalhar na loja para brasileiros ou conseguir um emprego numa fábrica que pague bem a hora trabalhada… Acho extremamente necessário que exista mão de obra para essas funções, mas o que aconteceu com aquele sonho de ser professor, médico, piloto ou mesmo jogador de futebol?

Acho que está mais do que na hora de eu também arregaçar as mangas e contribuir um pouco mais para o futuro dessas crianças.

FUTURE MOTION 2009

o futuro do cinema digital

Future Motion 2009: o futuro do cinema digital

Como já expliquei num post anterior, o cinema 4K, de alta definição, já não é mais coisa de laboratório de pesquisa de empresa cinematográfica.

Future Motion 2009 é o evento que vai mostrar o que está sendo desenvolvido na área de cinema digital, com exibição de filmes, algumas mesas-redondas, live performances e um simpósio. Este evento vai abordar também o futuro da sinalização digital para espaços públicos e estabelecimentos comerciais.

FUTURE MOTION 2009
Data: 28 e 29 de março de 2009
Local: Hiroshi Fujiwara Hall, Collaboration Complex
Campus Hiyoshi, Keio University.
website: http://futuremotion.jp/ (também em inglês)

A real Monstros S.A.

Você tem medo de que?

Você tem medo de que?

Hoje é sobre o mestrado. Dentro da matéria de Design de Narrativa, tivemos uma aula especial com Mary Coleman, diretora de desenvolvimento dos Estúdios Pixar, que falou sobre a criação de histórias, personagens, e a relação entre o entretenimento e a mensagem de cada um dos blockbusters da empresa. E pude confirmar novamente por que a Pixar é o atual monstro da animação.

Mary explicou detalhes do processo de criação, de desenvolvimento, dos conceitos por trás de cada personagem, de como eles lidam com as crises no meio das produções, além de mostrar alguns storyboards e pequenos rascunhos de animação usados para apresentações internas.

Monstrons S.A. (Monsters, Inc., 2002), que eu ainda não assisti, foi uma das animações do qual mais se falou, devido ao processo não convencional de produção, das mudanças na história e nos personagens durante os 10 anos de produção do filme, desde o surgimento da idéia original. Wall-E (2008), que ainda está sendo exibido no Japão, foi também bem comentado. Por exemplo, os humanos eram para ser uma espécie de alienígenas de gel, na história original.

O que me impressionou também foi a própria Mary, educadíssima, calma e extremamente bem articulada, com um controle total sobre o público (inclusive eu) e a apresentação. Coisa que todos nós devemos aprender, mais do que qualquer outra tecnologia.

E quando um dos alunos perguntou sobre as mensagens incluídas nos filmes, Mary afirma que esse fator é importante e eles tomam todo o cuidado necessário para passar uma coisa positiva. Principalmente pelo fato do público infantil ser a grande maioria. Mas acima disso, a missão da Pixar é conceber um produto que proporcione muito entretenimento ao público, ou seja, produzir blockbusters e melhor se tiver mensagem. Afinal, trata-se de uma empresa e esse é o business model dela. Bravo!

ESTÉTICA BRA[Z]IL

para brasileiro ver

Michiko e Hatchin: para brasileiro ver

Confesso que não sou fã de mangá nem de animês. Aliás, nunca fui.

Mas zappeando na TV agora, eu me deparei com o animê Michiko & Hatchin. Trata-se da história de Michiko Malandro, uma ex-presidiária e Hana Morenos, a filha do “namorado” de Michiko. A história se passa toda no Brasil, os personagens tem nome japonês, falam japonês, mas são todos brasileiros.

Os desenhos são maravilhosos, linhas meio psicodélicas, assim como o figurino e as vinhetas. Algumas citações como datas são em português, assim como as placas das ruas, letreiros e outros objetos do cenário. A trilha tem participação do Kassin, músico brasileiro que conheci no show da Adriana Calcanhoto aqui em Tokyo. Tudo de extremo bom gosto.

Pelo que vi, estou bem atrasado, já que esse animê foi lançado em outubro de 2008. Provavelmente aproveitando o pique das festividades da imigração. Mas acho que vale a pena conferir, pois já saiu a primeira série em DVD (normal e Blu-ray). Talvez eu comece a gostar de animê. Só que do avesso.

CINEMA DIGITAL 4K

lição de casa

Takuya Abe, meu colega de mestrado, em ação no short movie 4K.

Se você acha que Blu-ray é o máximo do cinema digital (mesmo sendo DVD), é porque não viu ainda um filme em 4K, o novo padrão que promete qualidade a 4096 x 2160 pixels de definição, ou seja, 8.85 mega pixels.

Ainda são poucas as salas do mundo preparadas para exibir filmes nesse formato. No Brasil, o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, o FILE, tem dado destaque no assunto e a professora Jane de Almeida parece ser a mais entendida no assunto. Espero poder encontrá-la no meu próximo retorno ao Brasil.

Mas como a tecnologia não para, experiências com 8K já começaram…

Na aula Advanced Media Technology (tecnologia avançada de mídia), do meu curso de mestrado em Design de Mídia, da Keio Univesity, tivemos toda a base teórica e tivemos que produzir um pequeno filme no formato. Foram vários frames tirados em RAW com uma câmera digital, processadas uma a uma no Photoshop e mixadas no Premiere Pro. O resultado deixou a desejar em termos de qualidade, mas dá para se ter uma idéia do processo –e das noites em claro– para finalizá-lo.

Como é meio pesado, clique aqui (filminho4K).

Hardware: Mac Pro, Intel Xeon 2.66GHz × 4Core, Mac OS X Leopard 10.5.6, RAM 8GB, HDD 1TB RAID

Software: Photoshop, After Effects, Premiere Pro.

A VEZ DA BANANA

finalmente, uma dieta baratinha.

Dieta da Banana: finalmente, uma dieta baratinha.

E uma das resoluções do ano (novamente, pela enésima vez) é perder peso. Aliás, como dizia minha mãe, “eliminar” peso. Porque quem perde, um dia acha…

Estou vendo se faço dieta, se vou para a academia ou escolho um esporte para me dedicar. Mas fazer dieta no Japão é muito caro, já que verduras e alimentos orgânicos custam o dobro do preço. Comidas processadas e frituras, daquelas coisas que só de olhar fazem mal para a saúde, sempre se encontram a preço de banana.

Mas não é que criaram a tal da dieta da banana?!  Uma vez proibida por inúmeras dietas, ela agora vira aliada de quem quer perder peso. É tudo muito simples: de manhã, coma banana e tome água. Só. E na hora do almoço e da janta, coma normalmente… Pois é, mais simples, impossível! Segundo o livro e o programa de TV, as enzimas da banana ajudam o aparelho digestivo e a “quebrar a gordura”, resultando na redução de peso.

O problema é: quem disse que se encontra banana no supermercado? Os japoneses, digo, as japonesas —todas loucas por dieta— acabaram com as bananas das prateleiras. Isso porque a população é bem magrinha, no geral. São inúmeros produtos milagrosos para emagrecer, que valem um post a parte.

Para garantir, já estou tomando diariamente o Kuro Oorong-cha, da Suntory, que promete diminuir em 20% a absorção de gordura de cada refeição. Outros chás ajudam a “queimar” a gordura corporal, mas são tão amargos e quase intragáveis… Bem, os resultados foram comprovados e os produtos levam a marca de aprovação do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão.

aliviando a consciência dos japoneses (e a minha) após cada refeição.

Kuro Oorong-cha: aliviando a consciência dos japoneses (e a minha) após cada refeição.

BOI DA CARA PRETA

teimosos, trabalhadores e pacientes

Os nativos de Boi: teimosos, trabalhadores e pacientes

2009 é o Ano do Boi (ou Búfalo) segundo o horóscopo chinês. O boi é símbolo de prosperidade, paciência e trabalho. Assim como os taurinos do horóscopo ocidental, são tachados de teimosos e cabeçasduras, mas extremamente leais.

E eu, como taurino nascido no ano do boi, espero que esse ano seja tão próspero e cheio de trabalho (e din-din!), para mim e para todos nós! Feliz 2009!

FELIZ ANO NOVO!

No Komachi, o shinkansen rumo a Morioka

No Komachi, o shinkansen rumo a Morioka

Akemashite Omedetou Gozaimasu! (Feliz Ano Novo, em japonês)

2009 akemashita! Sim, começou 2009. E antes mesmo que as resoluções do ano fossem definidas, um vírus atacou meu hotmail e enviou uma mensagem (como se eu tivesse escrito) em inglês para TODOS os enderecos que estavam na lista de contato. Mil desculpas a todos que receberam o tal email, que não fui eu quem escreveu….

A passagem de ano foi tranquila. A viagem que eu havia planejado não deu muito certo, mas como o mikuji (uma espécie de  papelzinho da sorte) que tirei no templo Hachiman, em Morioka (província de Iwate) promete, fiquei tranquilo. Tirei o dai-kichi(大吉), o símbolo máximo da sorte. Pelo visto, estarei protegido este ano também, já que no ano passado também tirei e 2008 não foi nada mal…

FELIZ NATAL PRA TODOS!

No Brasil ainda não é Natal, mas aqui no Japão já é!

Árvore de Natal gigante do Prince Hotel, em Akasaka

Árvore de Natal gigante do Prince Hotel, em Akasaka

E quem disse que aqui não tem Natal? Realmente, não é como no Brasil… Mas os japoneses estão aprendendo a comemorar a data, apesar da maioria deles não saber nem um pingo da essência da celebração. Mas tudo bem! A cidade fica toda iluminada, aliás, o país inteiro. As pessoas ficam mais alegres (talvez com o final do ano), as rádios não param de tocar músicas natalinas, sem contar que aqui a gente tem a chance de passar o tal do White Christmas, que não foi dessa vez…

Bem, eu tenho muitas saudades das reuniões da família do meu pai nas casas de algum dos irmãos ou no sítio da batyan, comendo muito, jogando cartas, brincando com os primos, trocando presentes, etc. Casa cheia, sempre por vários dias seguidos, até as sobras da ceia acabarem. Sempre que possível, eu junto o pessoal em casa. Mesmo porque a maioria dos estrangeiros aqui não estão juntos com a família e passar Natal sozinho, ninguém merece…

Este ano, pela segunda vez em 12 anos eu passo o Natal trabalhando. Antigamente, como eram todos brasileiros, a gente acabava dando um jeito de folgar no dia 25. Ou quando trabalhava com japoneses, dizia que era coisa de religião (o que não é exatamente mentira)… Mas agora, como o esquema é de revezamento, o jeito é torcer para pegar o melhor rodízio.

Como dia 23 de dezembro é feriado nacional (Aniversário do Imperador), teve festa na casa do Charles, amigo de longa data. muita gente reunida –a maioria estrangeiros como nós–, muita comida orgânica (já que o dono da casa é praticamente vegetariano) e muita festa. Wii Sports foi o centro das atenções e tive que resistir bravamente para não comprar um na volta para casa.

Mas como brasileiro, não podia deixar de comemorar na véspera, comer a ceia e brindar com champagne. Devido ao horário (trabalhei até as 9h da noite) e falta de planejamento (decidimos de última hora), no final fomos apenas eu e Sayuri.

Mini-ceia do Natal 2008, no Aux Bacchanalles, em Akasaka

Mini-ceia do Natal 2008, no Aux Bacchanales, em Akasaka

Salada, Tartar Steak, Mexilhões ao vinho branco… Menu nada natalino, com exceção da champagne com cubinhos e geléia de morango. Mas é sempre bom comemorar com a amiga quase irmã gêmea siamesa Sayuri, com quem quase não tive tempo de conversar durante esse ano frenético. Além disso, foi bem legal o reencontro de anos com a amiga Maki, japonesa que trabalha na brasserie Aux Bacchanales, uma das melhores de Tokyo. E as obasans (senhorinhas) da mesa do lado, já embaladas no Möet Chandon, gentilmente se ofereceram para tirar foto conosco…

mulher 1, Sayuri, eu, Maki e mulher 2.

Depois da ceia (e das champagnes): senhorinha 1, Sayuri, eu, Maki e senhorinha 2.

E agora faltam apenas 7 dias para o final de 2009…. ai meu deus!

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